O empreendedorismo no Brasil é parte fundamental da economia do país, permitindo que permite que novos negócios e investimentos possam mudar a vida das pessoas. Mas, você sabe qual a perspectiva para esse mercado nos próximos anos? E qual o espaço da mulher no mercado empreendedor atual?
A verdade é que graças aos avanços sociais, as mulheres ganham destaques e devem ser a cara do novo empreendedorismo brasileiro nos próximos anos. Principalmente, pela perspectiva do setor ser impulsionado em meio a estabilidade econômica e política, abrindo as portas para expansão do financiamento de capital de risco.

O cenário do empreendedorismo no Brasil até 2024
O número de novos pequenos negócios cresce consideravelmente a cada ano no Brasil, contribuindo diretamente para a criação de empregos formais no país, gerando mais de 1,2 milhão de novas vagas até setembro de 2024. Somente no primeiro quadrimestre de 2024 foram abertas uma média de 1.5 milhões de novas empresas, o que representa aumento de 26.5% em relação ao ano anterior.
O empreendedorismo no Brasil é impulsionado por diversos fatores, como grupos de investidores nacionais e estrangeiros, políticas públicas de incentivo e a busca por oportunidades. A falta de empregos formais também é uma das razões pelo crescimento do setor, principalmente pós-pandemia.
Durante esse período, o país entrou em grave crise financeira. Porém, após a recuperação econômica que o país vem passando, o mercado segue em alta e mostra um novo perfil para o setor, principalmente em relação as mulheres, que devem dominar o mercado de empreendedores nos próximos anos.
Participação feminina cresce no empreendedorismo brasileiro
O futuro do empreendedorismo no Brasil passa pelas mãos femininas. E isso não é uma opinião, mas um fato, corroborado pelos dados da pesquisa Monitor Global de Empreendedorismo 2023 (Global Entrepreneurship Monitor – GEM) que trouxeram essa é realidade.
Segundo o relatório criado ainda em 2023, dos 47.7 milhões de empreendedores com desejo de ingressar no mercado até 2026, as mulheres representavam 54.6% dos interessados em abrir um negócio no Brasil.
Para Cristina Boner, empresária e profissional da área de tecnologia, “o cenário do empreendedorismo no Brasil está passando por uma transformação significativa”. Ao mesmo tempo que essa nova dinâmica econômica e social do país, “está abrindo novas oportunidades e trazendo diversidade para o mundo dos negócios”.
O perfil da mudança no empreendedorismo brasileiro
De acordo com o relatório técnico do Sebrae sobre o Empreendedorismo Feminino divulgado em março de 2024, atualmente existem em torno de 30 milhões de empreendedores no país. Deste total, as mulheres são responsáveis por mais de 10 milhões de negócios.
O relatório aponta ainda que o perfil mais comum são de mulheres negras, jovens e com o Ensino Médio de formação. Entre as participantes, 49.8% das empreendedoras se declaram negras, mostrando um cenário diversos e inclusivo no empreendedorismo no Brasil.
Em relação a escolaridade, os perfis mostram que 41.3% das mulheres possuem Ensino Médio e 20.5% possuem Ensino Fundamental completo. A faixa de idade que mais empreende fica entre os 30 e 39 anos, mantendo um padrão que é igual em todo resto do mundo. Já sobre os tipos de negócio, 55.9% das das empresas femininas são do ramo de serviços, seguidas dos 25.4% que focam no setor de comércio.
Perspectivas para o empreendedorismo no Brasil nos próximos anos
O empreendedorismo no Brasil tem uma perspectiva promissora para os próximos anos, com algumas tendências que podem ser destacadas, como inovação e a tecnologia. Essa é uma das áreas que tendem a ser os pilares do empreendedorismo no Brasil para os próximos anos. Ou seja, a globalização e a digitalização de processos e avanços digitais devem estabelecer um novo mercado, cada vez mais conectado e acessível.
Também pensando na questão da acessibilidade e abertura de novos negócios, é possível projetar uma quebra na burocracia para a formalização de novos negócios nos próximos anos. E claro, contando com cada vez mais mulheres a frente de novas empresas.