
Nos últimos anos, vivenciamos uma profunda transformação nos modos de nos conectar e interagir, impulsionada pelas novas tecnologias. A digitalização, um processo em curso há décadas, foi drasticamente acelerada pela pandemia, a maior tragédia humanitária deste século até o momento.
Durante esse período, fomos obrigados a nos afastar do convívio coletivo e do calor humano, encontrando nas telas de nossos celulares a principal ferramenta para estabelecer conexões, realizar negócios, fazer compras e criar novas oportunidades.
Profissionais liberais, autônomos, e empresas de todos os tamanhos não tiveram outra opção senão migrar para as redes sociais. Criaram conteúdos para construir (ou reforçar) sua autoridade digital, reinventando a forma de atender clientes e vender seus serviços ou produtos.
Profissionais corporativos, por sua vez, aderiram ao “home office”, enfrentando incertezas sobre o futuro de suas empresas devido às consequências econômicas da pandemia. Muitos encontraram no ambiente digital uma saída para se posicionar, compartilhando conhecimento e expertise em busca de novas oportunidades, ou até mesmo criando fontes alternativas de renda com infoprodutos, monetizando seu próprio conhecimento. Essa estratégia foi crucial para não ficarem reféns do futuro incerto das empresas em que trabalhavam, em meio à grave crise econômica global.
Esse novo comportamento, que naturalmente viria com o tempo, foi acelerado pela COVID-19 e se tornou nosso “novo normal”. Hoje, quem não se posiciona de forma profissional no mercado digital está deixando dinheiro na mesa, sendo preterido pelos concorrentes que, muitas vezes, oferecem serviços ou produtos de qualidade inferior, mas que se posicionam de forma contundente e extremamente profissional nas redes sociais, atraindo mais audiência e clientes.
As páginas amarelas de ontem se transformaram no Google e nas Redes Sociais de hoje. Se você não está presente nesse ambiente, é como se não existisse. A menos que conte com indicações – uma prática que já não é tão forte como antes – sua presença no mercado será limitada. Empresas ou empresários que buscam prosperar e escalar seus negócios não podem mais depender apenas de indicações.
Estar presente no digital, no entanto, não é suficiente. É essencial estar bem posicionado.
Imagine o mundo digital como um enorme shopping center, um arranha-céu com diversos andares, onde cada andar representa um nicho específico de profissionais, marcas ou empresas. Quando alguém procura por um serviço, “aperta o botão” do andar correspondente e começa a busca. Se você é um advogado, por exemplo, e alguém busca por seus serviços, mas não te encontra naquele andar, ou te encontra com um posicionamento que não reflete a qualidade do seu trabalho, essa pessoa provavelmente te descartará no filtro inicial, e você perderá a oportunidade de demonstrar a excelência do seu escritório.
Esse cenário se aplica a todas as classes profissionais, inclusive para aqueles que seguem uma carreira corporativa. Imagine que você está perto de ser promovido a um novo cargo, mas há um concorrente que possui a mesma capacidade técnica e comportamental que você. Nesse caso, o fator decisivo será o posicionamento e a imagem profissional que cada um de vocês construiu.
Por isso, se você é um profissional, seja autônomo ou não, ou possui uma empresa, posicionar-se de forma profissional no mercado digital não é mais uma opção – é uma necessidade.
Na era digital, não basta ser bom. É preciso mostrar a todos o quão bom você é.
Felipe ZidaneRetratista, consultor de imagem & fotógrafo de moda